quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A Coragem


Muitas vozes se têm erguido clamando o senso de justiça. Mas, enquanto as vozes clamam, a ação não surge, isto porque as energias se vão canalizando para sentimentos de revolta e para um barulho ensurdecedor que vozes silenciosas emanam e que toldam a lucidez e o discernimento. Não resta então mais a energia necessária para fazer frente às contrariedades, no sentido de buscar soluções adaptativas à força que se alberga nos corações.

Este é o foco de atenção para o qual nos voltamos e onde está inserido um dos valores ou virtudes, como lhe queiram apelidar, mais nobres contidos na anatomia da alma: A Coragem.

Instrui-se afluir que a coragem em nada se assemelha ou se identifica a arremessos de força física, verbal ou comportamental. Poderemos insinuar, sim, que a coragem também ela é uma forma de atitude provinda do interno do ser humano, daquele núcleo que comanda a forma física, mas que adivinha caminhos condutores à essência mais profunda ou seja, o coração.

Tido como verdadeiro, os sentimentos crescem, alimentam-se e são mantidos no coração, sentimentos estes dos mais nobres que se clama. Não se confunda com os sentimentos racionais construídos e alimentados pela mente, sendo que esta mente tem a grande capacidade de os distorcer em função da condição em que cada ser humano se coloca.

À razão da coragem, nesta insere-se a capacidade de o homem se identificar na sua humilde grandiosidade, de ouvir a voz do coração, de controlar a impulsividade da palavra e do ato, de saber aguardar calma e sabiamente. Tudo isto o ser humano tem e encontra dentro de si. Há apenas que empreender na sua busca, o que por si só já é um ato de coragem.

Quando a atitude deriva do coração, não há manifestação de dano para lado algum, porque todos os estados de espírito que provêm desse núcleo são imbuídos de uma atmosfera límpida e respirável e em que todos os circundantes a podem inalar sem prejuízo aos seus vários estados e vertentes de saúde. Desta feita, ao ser a coragem uma forma de atitude invólucra pelo coração, nenhum ato de coragem está dependente, nem subjacente a manifestações de força racional.

Neste mundo vivente, o momento a que se apela é precisamente de coragem: coragem de compreensão, coragem de resiliência, coragem de serenidade, coragem de se manter grato, coragem de ser solidário, coragem de compaixão, coragem de perdão…Nesta coragem não se oculta qualquer posto de cobardia, e com certeza que a energia e vibração que vai emantar para o universo será uma energia de cura, de abundância e de amor, que o universo, num ato de corajosa gratidão, se encarregará de lhe retribuir.

Este composto é um escrito para reflexão.

Abraço Fraterno!

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Foco interior


A esfera terrestre vive momentos dos mais conturbados alguma vez existidos. Já não prevalece tanto a guerra entre as nações, à semelhança e medida de tempos longínquos. A guerra que se trava sobrepõe-se a essa, é a guerra dos sentidos, esta que estabelece o pólo condutor a uma incessante incoerência social e humana.

O homem perdeu o contacto consigo mesmo, numa procura desenfreada no seu mundo exterior. Já não sabe quem é, não se identifica, está despropositado de propósito. Neste âmbito, os resultados das fontes energéticas daí emanadas estão expostos a todos quantos queiram ver. Já nada está oculto, pelo contrário, tudo está explanado numa rede social que já tem dificuldade de encontrar solução de sustentabilidade.

O momento é de manifesta urgência de se voltar o foco ao seu interior, numa postura de análise e reflexão sobre seus pensamentos, seus sentimentos, seus desejos, suas carências, suas determinações. Aqui reside o elo. Tudo o que provém da mente e do coração humano, consoante a forma que se lhe dá, funciona como uma enzima, como células altamente reprodutoras que se espalham pelo organismo pessoal e, consequentemente por ressonância, social.

Então, há que dar o melhor de cada um. Não alimentar mais a inércia do “deixa andar para ver o que dá”. Esta postura de ociosidade jamais dará fruto suculento. O momento é de total e integral reversão das mentalidades, de fazer marcha atrás nas limitações autoimpostas e voltar a encontrar o “ser” que na realidade o ser humano é: lutador, saudavelmente determinado a empreender um caminho que lhe traga os mais benfazejos benefícios de vida e para a vida, um ser que acredita na sua condição e qualidade humana, um ser que enxerga dentro de si e vê luz.

Não se coloca a questão sobre os caminhos que se empreendem, porque essa é uma opção que compete ao livre arbítrio de cada um. Mas atenção aos sinais de alerta, eles querem sempre dizer algo, e quando o sinal é de alerta é porque o perigo está eminente. Então, nestas circunstâncias há que recuar, sob pena de o risco a correr ao ignorar os sinais, o conduzirem a situações que se podem tornar incontornáveis. Evitar que aconteça está ao alcance de todos, sem exceção.

O alerta que se explicita é o da necessidade urgente da transformação das mentalidades e ambições, da energia e vibração que se alimenta. O que se alimenta cresce, seja para o melhor ou para o indesejado.

A intencionalidade é uma outra abordagem a ter em linha de conta no desenvolvimento crescente ou decrescente do homem enquanto ser humano, como ser social. A intenção pode ter uma conotação muda, não ter voz sonora, audível ao ouvido do homem, no entanto está lá, se não ao alcance do homem, está ao alcance de todo o universo para quem nada, nem mesmo a mais pequeniníssima partícula de ar que se respira passa despercebida. Logo, a intenção, e mais uma vez tenha ela uma conotação positiva ou negativa, pode não atingir ninguém em particular, mas sim todos, em geral, isto porque todos coabitam debaixo e envolvidos pelo mesmo universo, este mesmo universo que é generoso na sua retribuição consoante e na medida do que lhe é dado. Há que refletir.

Abraço Fraterno!

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Coaching



O Coaching é a "carruagem" que irá levá-lo(a) ao lugar que deseja chegar. Também é indicado para quem quer obter mais clareza acerca de suas prioridades pessoais ou profissionais ou ambas. O processo de Coaching capacita-o(a) a atingir seus objectivos e sonhos. Gera planos de acção, seja a curto, médio ou a longo prazo. Promove consciência, auto-responsabilidade, clareza e discernimento. Incentiva e apoia as acções que necessitará para desenvolver o seu processo. Amplia o autoconhecimento, auxilia na superação de limites, favorece o foco naquilo que lhe é essencial, trabalha e expande a inteligência emocional, gera reacções equilibradas, restabelece a auto-estima e possibilita que estratégias passem a ser utilizadas de forma objectiva e eficaz.
Um atendimento em Coaching irá mudar a sua vida na direcção que deseja. É indicado para qualquer pessoa com algum grau de maturidade. Na área organizacional, recomenda-se fortemente para directores, líderes e coordenadores. Actualmente, o Coaching é reconhecido como uma das ferramentas mais eficientes na gestão de vida pessoal e empresarial.
Venha viver algumas experiências com as ferramentas de Coaching. Isto significa que na Soluções Plus olharemos juntos para novas possibilidades de gerir a sua vida. Algumas estratégias são fundamentais para encontrarmos o caminho que deseja trilhar. Na Soluções Plus começará a perceber que o Coaching é um conhecimento que alargará sua visão e terá a oportunidade de perceber em que ponto está neste momento e onde quer chegar. Serão momentos de profundos mergulhos ao interior de si mesmo, mas também iremos rir, brincar e reconhecer que crescer é igualmente divertido para "gente grande".
Soluções Plus - Compromisso com os Resultados
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

A estrutura do cérebro corresponde à personalidade

O tamanho de diferentes partes do cérebro está relacionado com a personalidade, de acordo com um estudo publicado na revista Psychological Science. Para o estudo, 116 voluntários responderam a um questionário para descrever a sua personalidade, ao medir o tamanho relativo a diferentes partes de seu cérebro, por meio de um exame da imagem cerebral. O software foi usado para deformar a imagem de cada cérebro, de modo que a dimensão relativa das estruturas podem ser comparadas, tendo encontrado uma relação entre o tamanho de certas regiões do cérebro e a personalidade. Assim, foi observado que as pessoas extrovertidas tiveram um número significativamente maior do córtex medial orbitofrontal.

O estudo também encontrou associações similares para a estabilidade emocional, associada ao planeamento, neuroticismo, uma tendência a experimentar emoções negativas que estão associadas à sensibilidade de ameaça, punição e afabilidade e relacionadas a zonas do cérebro , que nos permitem compreender as emoções, intenções e estados mentais. Só a cultura do intelecto não está claramente associada a qualquer uma das estruturas cerebrais.

Psychological Science, 2010
CG DeYoung, Hirsh JB, MS Shane, Papademetris X, JR N Rajeev, Gray



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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A meditação pode reduzir a dor

Um estudo publicado na revista Pain revelou que a prática regular da meditação pode reduzir a dor. A pesquisa veio mostrar que somente os indivíduos que tinham praticado meditação durante um longo período de tempo, apresentaram redução da dor. No estudo, foram incluídas práticas de meditação reflexiva e de atenção, que formam a base da terapia cognitiva recomendada para a depressão recorrente.

Mediante o uso de um laser de indução de dor, os investigadores observaram que a actividade de certas áreas do cérebro parecia diminuir quando os participantes do estudo se antecipavam à dor. As pessoas com mais de 35 anos e com experiência em meditação eram as que menos se antecipavam à dor e que menos sofriam. Os praticantes pareceram, ainda, revelar uma actividade pouco usual na região da crosta pré-frontal do cérebro, que é responsável por regular os processos de percepção e pensamento, sempre que uma pessoa se sente ameaçada.

Pain, 2010
Brown CA e Jones AKP


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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Causa da deterioração cognitiva durante o envelhecimento

Um estudo recentemente publicado na revista Journal of Neuroscience demonstrou que as espinhas neuronais vão-se esgotando à medida que se envelhece, conduzindo à deterioração cognitiva na zona do cérebro implicada na aprendizagem. Os resultados foram obtidos a partir de uma análise feita com macacos - seis jovens adultos e nove com mais idade - que participaram numa prova de resposta adiada.
Num primeiro momento, Os macacos viam um alimento, sendo que, depois, lhes era colocada uma venda para que não pudessem ver a localização da recompensa que estava escondida. No início da prova, os macacos foram capazes, de forma imediata, de encontrar a recompensa. A memória destes macacos era posta à prova, sempre que o tempo que a recompensa estava escondida aumentava.

Os macacos mais velhos obtiveram resultados bastante piores nas provas, comparativamente com os macacos jovens, especialmente quando os intervalos de tempo eram maiores. Utilizando técnicas de microscopia, observou-se que os macacos mais velhos careciam de espinhas estreitas, muito embora conservassem as espinhas maiores, indicando que a perda destas espinhas poderá ser responsável pela incapacidade dos macacos de aprender e reter informação durante a prova.

Journal of Neuroscience, 2010
Dumitriu D, Hao J, Hara E, Kaufmann J, Janssen WGM, Lou W, et ao.


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sábado, 12 de junho de 2010

Transtornos do controlo de impulsos em doentes de Parkinson

Os resultados de um estudo transversal revelaram que os transtornos do controlo de impulsos (TCI), que incluem condutas como a ludopatia, impulsividade em comprar e comer ou a hipersexualidade, estão presentes em, aproximadamente, 14% de todos os pacientes com doença de Parkinson (EP). Esse número eleva-se a quase 17% naqueles que são tratados com um agonista da dopamina, tratando-se de uma percentagem 2 e 3 vezes maior do que naqueles que não tomam o agonista.

Os quatro comportamentos anteriormente descritos parecem verificar-se com frequência e em percentagens similares, seja com pramipexol ou ropinirol, que são os agonistas da dopamina mais comummente prescritos. Existe também uma relação entre o tratamento com levodopa e um risco maior destas condutas, se as doses forem superiores e não menores. Os resultados sublinham que os doentes de Parkinson devem ser avaliados com base numa série de sintomas de Transtornos do controlo de impulsos, e que essa avaliação deve fazer parte do seu atendimento clínico de rotina.

Archives of Neurology, 2010
Weintraub D, Koester J, Potenza MN, Siderowf AD, Stacy M, Voon V, et al.


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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Flutuações da pressão arterial relacionadas com sinais de aumento de doença cerebrovascular

Um novo estudo vem demonstrar que não somente a pressão arterial (PA), mas também as flutuações a longo prazo da PA estão associadas a uma maior incidência de hiperintensidades da matéria branca e de enfarte cerebral. Os resultados, publicados na revista Arquives of Neurology, mostram que a pressão sanguínea elevada e as flutuações da pressão arterial, com o tempo, podem conduzir a doenças cardiovasculares, seja directamente através da aterosclerose ou, indirectamente, por afectar a auto-regulação cerebral.

Neste estudo, examinou-se a associação de PA e das suas flutuações a longo prazo, com as medidas das doenças cardiovasculares, incluindo o volume de hiperintensidade na matéria branca e a presença de enfartes cerebrais. Para isso, realizou-se uma ressonância magnética a 686 adultos, com mais de 65 anos e sem demência. Comparando-os com os indivíduos com uma baixa PA e com baixa flutuação da PA, o risco de doença cerebrovascular aumentava linearmente com o valor de PA e as flutuações da PA.

Dado que as doenças cerebrovasculares se associam com incapacidade, estas descobertas sugerem que as intervenções devem centrar-se na pressão sanguínea elevada e nas flutuações de PA, a longo prazo.

Arquives of Neurology, 2010
Brickman AM, Reitz C, Luchsinger JA, Manly JJ, Schupf N, Muraskin J, et al.


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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mecanismos biológicos subjacentes à conduta agressiva ou violenta

No momento actual, não são conhecidos os mecanismos exactos pelos quais os factores genéticos conduzem a condutas violentas. Esta é uma das principais conclusões de um estudo publicado recentemente na Revista de Neurologia.

Os aspectos genéticos influem nos factores biológicos tais como o arousal, os níveis hormonais e os neurotransmissores, entre outros, e estes, por sua vez, afectam o comportamento. Além de outros factores, um complexo mapa genético, que inclui genes relacionados com diversos sistemas de neurotransmissão, estaria implicado na regulação da agressão e a violência.

A conduta agressiva deve-se à interacção de diversos ambientes físicos e sociais que se encontram em constante mudança. As vias neuroquímicas implicadas na agressão dependem da experiência, pelo que em diversos ambientes podem emergir fenótipos comportamentais diferentes. Tudo isso seria consequência da interacção entre genes e ambiente, fundamental para o entendimento e o estudo da agressão e a violência.

Revista de Neurologia, 2010
Rebollo-Mesa I, Polderman T y Moya-Albiol L


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sábado, 22 de maio de 2010

Uma baixa exposição pré-natal à luz solar pode aumentar risco de esclerose múltipla

Uma baixa exposição materna à luz solar durante o primeiro trimestre da gravidez pode aumentar o risco de que os filhos venham a desenvolver, posteriormente, esclerose múltipla (EM). Os resultados da investigação, publicada na revista British Medical Journal, sugerem que é importante que as mulheres determinem os seus níveis de vitamina D, antes de ficarem grávidas.

Para este estudo, os investigadores recolheram, através de inquéritos, a informação de bébés nascidos em cinco estados diferentes da Austrália, entre 1920 e 1950, os quais, mais tarde, desenvolveram EM. Foi observado que o risco de desenvolver EM aumentava, quanto mais afastada do Equador estava a região. Além disso, em comparação com os nascidos entre Maio e Junho (início do Inverno), os indivíduos nascidos em Novembro e Dezembro (Verão) mostraram maior risco de vir a desenvolver EM.

Os investigadores também estudaram os diferentes períodos de gestação (o mês do ano, a região e o nível de radiação UV) em que havia risco de desenvolver EM. Dos 5 aos 9 meses de gestação, observaram-se associações inversas entre os níveis de radiação UV pré-natais e a EM. Depois dos devidos ajustes por região de nascimento, bem como outros factores, a associação entre o primeiro trimestre a radiação UV e a EM persistiu.

British Medical Journal,2010
Staples J, Ponsonby A-L y Lim L


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domingo, 16 de maio de 2010

A prática regular de exercício aeróbico melhora a função cognitiva

O exercício regular aumenta a velocidade de aprendizagem e melhora o fluxo sanguíneo no cérebro, de acordo com um novo estudo realizado num modelo de primatas não humanos, publicado na revista Neuroscience. Os macacos que realizaram exercício de forma regular, a uma intensidade que melhora a condição física em pessoas de meia idade, aprenderam a fazer as provas de função cognitiva mais rapidamente e demonstraram um maior volume de sangue na crosta motora do cérebro, do que os grupos de controlo sedentários.

Para o estudo, os investigadoress utilizaram fêmeas adultas que correram numa passadeira, a 80% da sua capacidade aeróbica individual máxima, durante uma hora por dia, cinco dias por semana, durante cinco meses. Outro grupo de macacos permaneceu sedentário durante um período semelhante. Os macacos que realizaram o exercício, aprenderam a realizar uma determinada tarefa duas vezes mais rápido do que os animais de controlo. Quando os investigadores examinaram as amostras de tecido da crosta motora do cérebro, concluiram que os adultos que realizaram o exercício físico apresentaram um maior volume vascular do que os animais sedentários.


Neuroscience, 2010
Rhyu IJ, Bytheway JA, Kohler SJ, Lange H, Lee HK, Boklewski J, et ao.


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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Gene vinculado à obesidade relacionado com redução do volume cerebral e aumento do risco de Alzheimer

Uma variante comum do gene da obesidade FTO (o gene da massa corporal e da obesidade) conduz à perda de tecido cerebral e incrementa a probabilidade de se vir a desenvolver doenças neurodegenerativas como a de Alzheimer. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences e, com base na análise de imagens de ressonância magnética, os investigadores elaboraram mapas 3D dos cérebros de 206 pessoas saudáveis com idade avançada, provenientes de 58 lugares europeus, que participavam no projeto Alzheimer's Disease Neuroimaging Initiative. Este tem procurado estudar o que é que ajuda o cérebro a resistir às doenças, durante o envelhecimento. Observou-se que os participantes com a variante FTO apresentavam menos tecido no cérebro do que os não portadores.

Em comparação a um grupo de controle, pessoas com essa variante genética tinham em média 8% menos tecido no lóbulo frontal – o “centro de comando” do cérebro – e 12% menos nos lóbulos occipitais, a parte do cérebro que processa a visão e outros sentidos.Um cérebro menos volumoso representa uma menor “reserva” para compensar a perda cognitiva, no caso de formarem placas cerebrais associadas à Alzheimer.

Um derrame também pode reduzir o tecido cerebral, esgotando as reservas do cérebro. O risco cerebral é ainda mais importante para os portadores do gene FTO que tenham dietas equilibradas e façam exercícios regularmente. Pessoas com duas cópias da variante do FTO pesavam em média 3 quilos a mais e tinham cerca de 70% mais propensão a serem obesas do que as pessoas sem esse gene. Um estudo de 2008 com pessoas que tinham a variante de risco do gene FTO, mas que eram fisicamente activas, mostrou que essas pessoas tinham um peso semelhante àquelas que não eram portadores do gene, sugerindo que a actividade física pode compensar uma eventual pré-disposição genética para a obesidade.

Proceedings of the National Academy of Sciences USA, 2010
Ho AJ, Stein JL, Hua X, Lê S, Hibar DP, Leow AD, et ao.


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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Equilíbrio dinâmico entre os mecanismos de armazenamento e de supressão da memória


A actividade da proteína quinasa PKMζ, no cérebro, desempenha um papel fundamental, ao permitir que este retenha recordações. Esta molécula impede a eliminação dos receptores sinápticos no cérebro que, se desaparecessem, levariam à perda de memória. Os resultados foram publicados na revista Nature Neuroscience e a descoberta demonstrou que a memória persiste devido a um processo activo de equilíbrio entre os mecanismos de armazenamento da memória e os mecanismos que conduzem à supressão da mesma.

Estudos prévios mostram que a actividade da proteína quinasa PKMζ é necessária para a persistência das recordações no tempo e que as recordações a longo prazo podem apagar-se devido à desactivação desta enzima. A actividade enzimática de PKMζ é necessária para evitar a eliminação de um grupo de receptores, nas conexões sinápticas. Estes receptores são responsáveis pela força das conexões entre os neurónios e sem aqueles a memória seria afectada.

Nature Neuroscience, 2010
Migues PV, Hardt O, Wu DC, Gamache K, Sacktor TC, Wang YT, et al.

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sábado, 1 de maio de 2010

Problemas de desenvolvimento associados ao uso de anti-depressivos durante a gravidez

Os bebés nascidos de mães que tomam anti-depressivos durante a gravidez podem experimentar pequenos atrasos no desenvolvimento, ainda que não seja claro se estes atrasos são clinicamente significativos. Os resultados sugerem que o uso de anti-depressivos durante a gravidez tem algum impacto no cérebro do feto.

Neste estudo, recentemente publicado na revista Pediatrics, os autores examinaram os dados de cerca de 82.000 bebés nascidos na Dinamarca entre 1996 e 2002. Um total de 415 eram filhos de mães que utilizaram anti-depressivos durante a gravidez, 489 nasceram de mães que sofreram de depressão, mas não tomavam medicação e 81.042 tinham nascido de mães que não sofreram de depressão, nem tomaram anti-depressivos. A maioria das mulheres tratadas receberam inibidores selectivos da recaptação de serotonina (ISRS) como anti-depressivos.

Pediatrics, 2010
Pedersen LH, Henriksen TB e Olsen Jc


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Meninas com transtorno do déficit de atenção/hiperatividade apresentam alto risco de complicações psiquiátricas na idade adulta

As meninas com transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) possuem um alto risco de padecer complicações psiquiátricas na idade adulta, em particular, problemas sociais, de vício, estado de ânimo, ansiedade e transtornos alimentares, segundo o estudo publicado na revista American Journal of Psychiatry. Para este estudo, os investigadores analisaram os dados de 96 meninas com TDAH e os de 91 meninas de controlo.

Ao longo de 11 anos, 93% das meninas com TDAH tinham recebido algum tipo de tratamento para o transtorno. Comparadas com aquelas que não sofriam de TDAH, as meninas com tipo de transtorno apresentavam uma maior prevalência de depressão grave, transtorno bipolar, transtorno de ansiedade por separação, agorafobia, fobia social, fobia específica, transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de oposição e desafio, transtorno de conduta, transtorno de personalidade antisocial, transtornos de Tourette, transtorno da linguagem, enurese e bulimia.

American Journal of Psychiatry, 2010
Biederman J, Petty CR, Monuteaux MC, Fried R, Byrne D, Mirto T, et al.


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terça-feira, 27 de abril de 2010

O stress e a ansiedade conduzem à depressão

Um artigo, publicado recentemente na revista Nature Neuroscience, revela a relação biológica entre o stress, a ansiedade e a depressão. Além disso, o estudo mostra como um inibidor molecular poderia proporcionar uma nova via para tratar a ansiedade, a depressão e outros transtornos relacionados. A investigação revela que o receptor 1 do factor de libertação da corticotropina (CRFR1) aumenta o número de receptores de serotonina (5-HTRs), na superfície dos neurónios, podendo causar uma sinalização cerebral anómala. Dado que a activação de CRFR1conduz à ansiedade, em resposta ao stress e que 5-HTR conduz à depressão, a pesquisa mostra como os mecanismos de stress, ansiedade e depressão se conectam através de processos diferentes, no cérebro. O inibidor bloqueia a 5-HTR no mecanismo para combater a conduta de ansiedade e a potencial depressão.

Nature Neuroscience, 2010
Magalhaes AC, Holmes KD, Dá-lhe LB, Comps-Agrar L, Lê D, Yadav PN, et ao.

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domingo, 25 de abril de 2010

Aprender ajuda a manter o cérebro saudável

Um estudo realizado, cujos resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, EUA, sugere que a actividade mental pode evitar a deterioração cognitiva e da memória, relacionada com a idade. Usando uma inovadora técnica de visualização, os investigadores observaram que as formas quotidianas de aprendizagem activam receptores neuronais, que ajudam a manter o funcionamento das células do cérebro em níveis óptimos.

Estes receptores são activados pelo factor neurotrófico derivado (BDNF), o que facilita o crescimento e a diferenciação das conexões e das sinapses. BDNF é chave na formação de recordações. Além de descobrir que a actividade cerebral põe em marcha a sinalização de BDNF, na zona das sinapses, os pesquisadores determinaram que este processo está vinculado aos ritmos cerebrais relacionados com a aprendizagem, chamados ritmos theta, que são muito importantes na formação das novas recordações. Nos estudos com roedores, verificou-se que tanto a aprendizagem, como a aplicação artificial dos ritmos theta, disparam o sinal de BDNF nas zonas de sinapses.

Proceedings of the National Academy of Sciences, 2010
Chen L, Rex CS, Sanaiha Y, Lynch G y Gall C

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sábado, 10 de abril de 2010

Estruturas cerebrais implicadas na empatia

Existe uma dissociação comportamental e neuroanatómica entre os componentes cognitivo e emocional da empatia. Esta é uma das conclusões de um estudo publicado recentemente na Revista de Neurologia, em que os autores mostram que os circuitos neuronais que a regulam coincidem, em grande parte, com aqueles relacionados com a agressão e a violência. Este estudo oferece uma visão actualizada das estruturas cerebrais implicadas na empatia.

Nesta pesquisa, foram analisadas algumas das estratégias metodológicas, que aparecem na literatura científica, juntamente com as que se reproduzem em laboratório. Foi observado que os córtex pré-frontal e temporal, a amígdala e outras estruturas límbicas como a ínsula e o córtex cingular desempenham um papel fundamental na empatia.
Revista Neurologia, 2010Moya-Albiol L, Herrero N y Bernal MC

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Alterações da linguagem infantil associadas a diferentes problemas neuropsicológicos

As alterações da linguagem infantil estão associadas a diferentes problemas neuropsicológicos, dos quais os mais frequentes são os problemas de memória, atenção, funções executivas, disfunções motoras, percepção temporal, reconhecimento táctil, esquema corporal, orientação espacial e discriminação visual.

Estas alterações da linguagem constituem um conjunto de transtornos com alta prevalência dentro da população e abarcam, desde simples problemas de articulação de um fonema até dificuldades graves de comunicação, como afasias e disartrias infantis.

A alteração mnésica (fundamentalmente na memória auditiva imediata e de trabalho) é um denominador comum nos diferentes quadros de transtornos da fala infantil. Os problemas associados determinam uma semiologia muito diversa, que se deve ter em linha de conta, quando se criam programas de reabilitação neurológica e psicopedagógica, com atendimento especial ao déficit mnésico, semelhante às dislalias que, às vezes, é tão importante quanto aquilo que se manifesta em transtornos neurológicos de base.

Revista Neurologia, 2009Conde-Guzón PA, Conde-Guzón MJ, Bartolomé-Albistegui MT y Quirós-Expósito P

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Aspectos socioeconómicos da enxaqueca e comorbidades

Os pacientes com enxaqueca crónica tendem a ser mais pobres e a ter menos saúde do que aqueles que sofrem de enxaquecas de uma forma esporádica, de acordo com um estudo publicado na revista Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry. Pessoas com enxaqueca crónica têm menos tendência a ter um emprego a tempo inteiro. Estas pessoas também têm duas vezes mais propensão de vir a sofrer de depressão, ansiedade e dor crónica. Foi também observado que possuíam um maior número de doenças respiratórias, incluindo asma, bronquite, doença pulmonar obstrutiva crónica e estavam mais expostos a factores de risco cardíaco, como a hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade.

A fim de verificar o impacto das dores de cabeça na vida dos pacientes com enxaqueca crónica, os autores analisaram os dados de quase 12.000 pacientes com enxaqueca com participação no Estudo Americano de Prevenção Migraine. Os investigadores concentraram-se nos dados sobre a realidade socioeconómica e noutros problemas de saúde, recolhidos por uma pesquisa.
J Neurol Neurosurg Psychiatry 2010Buse DC, Manack A, Serrano D, Turkel C, Lipton RB

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