De acordo com um estudo publicado recentemente na revista Archives of Internal Medicine, fumar afecta a memória e produz uma deterioração da capacidade de raciocínio dedutivo. Este trabalho foi realizado em mais de 5.000 pessoas, com idades compreendidas entre os 35 e 55 anos, durante 17 anos. Ao longo deste período, os fumadores obtiveram piores resultados nas provas de memória, raciocínio dedutivo, vocabulário e fluidez.
O tabagismo também está relacionado com a deterioração mental na meia-idade, a demência e alguns problemas físicos. As pessoas que, entretanto, tinham abandonado o hábito de fumar, revelaram uma maior tendência a adoptar comportamentos mais saudáveis, como beber menos, fazer mais actividade física e comer mais frutas e legumes.
Archives of Internal Medicine, 2008
Sabia S, Marmot M, Dufouil C y Singh-Manoux A
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Ratos alimentados com uma dieta rica em proteínas e pobre em carboidratos desenvolveram cérebros 5% menores do que aqueles alimentados com outras dietas. Esta conclusão, publicada na revista Molecular Neurodegeneration, resulta de um trabalho em que se estudaram os efeitos de quatro dietas diferentes nos cérebros de ratos, modificados geneticamente, com o objectivo de gerar a doença de Alzheimer.
Os ratos foram alimentados com cada uma destas quatro dietas, ao longo de 14 semanas. Após este período de tempo, os pesquisadores estudaram o cérebro dos ratos, com 18 semanas de idade, e mediram o seu peso, a acumulação de placa amilóide e as diferenças estruturais nas zonas envolvidas nos defeitos da memória da doença de Alzheimer, como o hipocampo.
Os investigadores observaram que o cérebro dos ratos, que tinham sido alimentados com a dieta rica em proteínas e pobre em carboidratos, era menor do que o dos ratos com outras dietas, além de que as zonas do hipocampo estavam menos desenvolvidos.
Molecular Neurodegeneration, 2009
Pedrini S, Thomas C, Braitingam, Schmeidler J, Ho L, Fraser P, et al.
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Utilizando imagens de ressonância magnética funcional para monitorizar a actividade cerebral de homens e de mulheres saudáveis, enquanto observavam imagens que provocavam stress, foi observado que os cérebros dos homens e das mulheres lidam com o stress de forma diferente. Este facto altera o modo como os organismos masculino e feminino experimentam doenças crónicas, como a depressão, a doença cardiovascular e os transtornos auto-imunes.
No início do ciclo menstrual, a actividade cerebral das mulheres, em resposta ao stress, é similar à dos homens. Mas a resposta dos homens ao stress é muito maior, quando comparado ao das mulheres, durante a ovulação. As diferenças mais significativas detectaram-se nas zonas cerebrais que controlam a resposta autonómica de activação, o que sugere que as diferenças sexuais no circuito de resposta ao stress são reguladas hormonalmente, através do controle da activação.
The Journal of Neuroscience, 2010
Goldstein JM, Jerram M, Abbs B, Whitfield-Gabrieli S e Makris N
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De acordo com um novo estudo realizado na Universidade de Montréal e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences USA, as emoções, tanto negativas como positivas, têm um impacto directo sobre a dor. Ela é percebida pelo cérebro e pode ser aumentada, quando combinada com emoções negativas. Um grupo de 13 indivíduos, que participaram no estudo, receberam uma pequena e dolorosa corrente eléctrica, ao mesmo tempo que lhes era mostrada uma sucessão de imagens agradáveis, desagradáveis ou neutras. A reacção do cérebro nos participantes foi medida por meio da ressonância magnética funcional (fMRI).
As leituras da fMRI permitem dividir a actividade cerebral relacionada com as emoções, em função das reacções à dor. Observou-se que as imagens desagradáveis provocavam nos sujeitos uma dor maior do que a sentida por eles quando recebiam descargas eléctricas e olhavam para imagens agradáveis. Neste sentido, os autores sugerem que as intervenções não farmacêuticas que potenciam o estado de ânimo, tal como a fotografia ou a música, podem ser utilizadas para ajudar a aliviar a dor.
Proceedings of the National Academy of Sciences USA, 2009
Roy M, Piché M, Chen J-I, Peretz I y Rainville P
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Um artigo publicado no American Journal of Psychiatry descreve que certos problemas ocorridos durante a infância podem estar relacionados com o desenvolvimento da esquizofrenia, no adulto. Os adultos com esquizofrenia revelaram, em crianças, um padrão de dificuldades cognitivas, nas quais se incluem os problemas de raciocínio verbal, a memória de trabalho, o atendimento e a velocidade de processamento.
Os autores desta investigação, baseando-se num estudo a longo prazo, com mais de 1.000 participantes, nascidos entre 1972 e 1973, encontraram um padrão de problemas durante o desenvolvimento, que surgiu, pela primeira vez, quando os indivíduos com esquizofrenia tinham 7 anos. As crianças que viriam a desenvolver esquizofrenia em adultos mostraram um déficit prematuro, no que diz respeito à aprendizagem verbal e visual, ao raciocínio e à conceptualização, e o qual se viria a manter durante o crescimento. Além disso, também apresentaram um desenvolvimento mais lento na velocidade de processamento, atendimento, problemas visuais e espaciais e na resolução da memória de trabalho.
American Journal of Psychiatry, 2010
Reichenberg A, Caspi A, Harrington H, Houts R, Keefe RSE, Murray RM, et ao.
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O acesso intermitente a alimentos ricos em gordura e açúcar induz a mudanças no cérebro que são comparáveis aos observados na dependência com drogas. Estes resultados surgem na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences. Durante cinco dias, um grupo de ratos fêmeas teve acesso limitado à sua comida habitual, seguidos de dois dias de uma mistura especial, rica em açúcar e com sabor a chocolate. O ciclo repetiu-se durante sete semanas e comparou-se a ingestão de comida e o comportamento dos ratos fêmeas com os de um grupo de controle, que apenas tinha tido acesso à sua alimentação habitual.
O grupo de controle comeu aproximadamente a mesma quantidade de comida cada dia, enquanto que o grupo experimental comia mais quando chegava o dia da mistura especial. Na quinta semana, os ratos experimentais comiam mais 20%, quando tinham acesso à mistura especial, do que o grupo de controle. À medida que o estudo progredia, o efeito potenciou-se. Os ratos fêmeas que passavam pela privação da mistura especial, mostraram um aumento da ansiedade, que desapareceu quando voltaram a comer a mistura especial. Quando os pesquisadores forneceram aos ratos uma substância que bloqueia os receptores da hormona libertadora de corticotropina (CRF), o animal passou a comer menos mistura especial e mais comida habitual, além de demonstrar uma redução da ansiedade.
Proceedings of the National Academy of Sciences, 2009
Cottone P, Sabino V, Roberto M, Bajo M, Pockros L, Frihauf J, et al.
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As pessoas que seguem uma dieta mediterrânica, rica em verduras, frutas, nozes, grãos inteiros e pescado apresentam uma probabilidade menor de vir a sofrer de depressão. Num estudo realizado, analisaram-se dados de 11.000 pessoas e observou-se que aquelas que seguiam uma dieta mediterrânica mais estrita mostravam uma redução de mais de 30% de risco de depressão, relativamente àquelas que, na sua dieta, só incluiam alguns dos ingredientes da dieta mediterrânica.
Não se conhecem bem os mecanismos específicos para melhor seguir o padrão desta dieta, que pode ajudar à prevenção do aparecimento da depressão, no entanto, os pesquisadores sugerem que os componentes da dieta mediterrânica podem melhorar a função dos vasos sanguíneos, combater a inflamação e ajudar à reparação dos danos celulares, produzidos pela oxidação.
Arch Gen Psychiatry, 2009
Sánchez-Villegas A, Delgado-Martínez M, Alonso A, Schlatter J, Lahortiga F, Serra Majem L, et al.
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